FANDOM


O Fim do Mundo é uma telenovela brasileira produzida e exibida pela Rede Globo entre 6 de maio e 14 de junho de 1996, totalizando 35 capítulos, substituindo Explode Coração e sendo substituída por O Rei do Gado. Foi escrita por Dias Gomes e colaboração de Ferreira Gullar. Teve direção de Paulo Ubiratan e Gonzaga Blota, e direção de núcleo de Paulo Ubiratan.

Contou com José Wilker, Paloma Duarte, Maurício Mattar, Paulo Betti, Guilherme Fontes, Vera Holtz, Patrícia França, Marcos Winter, Bruna Lombardi e Lima Duarte nos papéis principais da trama.

Enredo Editar

A trama de Dias Gomes levantava a questão: o que você faria se só lhe restasse um dia? O Fim do Mundo traçou um painel da alma humana, apresentando os mais variados comportamentos de que o homem é capaz em momentos de pressão e medo. A história se passa na fictícia Tabacópolis, cidade no interior da Bahia que vive da plantação de fumo e do turismo, estimulado pelos fluidos afrodisíacos emanados pela Gruta do Amor e pela fama do paranormal Joãozinho de Dagmar (Paulo Betti). Embora tenha opositores que o acusem de ser charlatão, Joãozinho fez previsões certeiras sobre políticos e esportistas locais. Na porta de sua casa, uma romaria de fiéis busca sempre a cura para todos os males. O vidente demonstra seus poderes exalando perfumes, entortando metais à distância e transformando água em cachaça. Sedutor, ele vive harmoniosamente com três mulheres – Valdete (Alexia Deschamps), Jaciara (Luciana Coutinho) e Lindalva (Isabel Fillardis) –, uma loira, uma morena e uma negra, para as quais tem um calendário definido.

A cidade tem o ritmo monótono da vida interiorana, até o dia em que Joãozinho prevê a destruição do planeta para dali a três meses. Logo depois, fatos estranhos começam a ocorrer: nasce um bezerro com duas cabeças; um homem morde um cachorro; sinos tocam e todos se espantam, já que a igreja não tem sinos; começa uma tempestade de excrementos, com raios e trovões; aparece uma mula sem cabeça; e a terra começa a tremer. A população entra em pânico, acreditando ser o início do apocalipse, e os hospitais ficam lotados.

O fim do mundo se torna um excelente pretexto para que cada habitante realize seus desejos secretos. Para resolver seu problema de impotência sexual, Tião Socó (José Wilker) violenta a bela cunhada Gardênia (Bruna Lombardi), por quem nutre um amor reprimido há 20 anos. Letícia (Paloma Duarte), filha caçula de Socó, desiste de se casar virgem com o noivo Josias (Guilherme Fontes), neto do poderoso coronel Hildázio Junqueira (Lima Duarte), e entrega-se ao peão Rosalvo (Maurício Mattar). Dr. Pestana (Carlos Vereza), diretor do hospício da cidade, resolve soltar seus pacientes. O mesmo acontece com os presos da cidade.

Nem todos em Tabacópolis, no entanto, acreditam no fim do mundo. Há alguns incrédulos, como o jornalista Tonico Laranjeira (Otávio Augusto), o marido ciumento de Gardênia; o malandro Vadeco (Tatu Gabus Mendes), que resolve vender terrenos no céu; e a autoritária prefeita Florisbela (Vera Holtz), que tenta manter a cidade em ordem em meio ao pânico geral.

Mas o mundo não acaba, e a manhã seguinte chega como todas as outras. Joãozinho admite que sua visão falhou e, passado o atordoamento, todos percebem que terão de enfrentar as consequências das loucuras que cometeram.

Alguns capítulos depois, Joãozinho retoma sua profecia e diz que, agora sim, o mundo iria mesmo acabar. Um estranho objeto cai sobre Tabacópolis, e o bruxo conclui que aquela era a confirmação da proximidade do apocalipse. A discussão diverge sobre a origem do objeto, e as opiniões se dividem entre um disco-voador e o pedaço de um satélite.

Joãozinho consegue provar que é mesmo um vidente e, no último capítulo, o céu escurece, inicia-se uma forte chuva de meteorito, recomeça o pânico na cidade. Vadesco volta a vender terrenos no céu.

Elenco Editar

Curiosidades Editar

  • A novela terminou com uma homenagem ao cinegrafista Custódio Ferreira, o Negão, que morrera logo depois de gravar o último capítulo, num acidente de carro, voltando da locação em Vassouras.
  • Durante sua exibição, foi veementemente criticada pelo jornalista Luiz Carlos Alborghetti, devido o fato de o enredo da novela se basear em cenas de violência e sexo (tida por ele como uma novela pornográfica, onde enfatiza sua crítica com a frase "Só tem trepação na Globo") e por ter sido exibida no horário das 20 horas, horário este, citado por Alborghetti, como de maior audiência inclusive por crianças. Esta crítica à novela foi uma resposta às cartas de telespectadores criticando a "suposta" violência do noticiário policial.

Referências Editar

Interferência de bloqueador de anúncios detectada!


A Wikia é um site grátis que ganha dinheiro com publicidade. Nós temos uma experiência modificada para leitores usando bloqueadores de anúncios

A Wikia não é acessível se você fez outras modificações. Remova o bloqueador de anúncios personalizado para que a página carregue como esperado.